quinta-feira, 12 de julho de 2007

Onde está Derikito, O Grande?

Tem certas horas que eu mesmo me odeio! Odeio quando a minha insegurança fala mais alto; odeio quando a minha arrogância grita; odeio quando falo algo que não devería ser dito; odeio errar. Talvez, o maior dos ódios que tenho de mim mesmo seja a insegurança. Quantas vezes ela não me veio ao coração e me fez cometer atos injustos. Ela me sufoca! Eu não aguento mais tê-la em minha personalidade. Eu já não suporto o peso na conciência que ela me traz depois que a sua ação já foi feita. Há uma luta dentro de mim que parece nunca ter fim. A cada dia luto contra ela afim de estingui-la da minha vida. Sua presença me irrita! Não sei quando e onde ela se instalou dentro de mim, só sei que este lugar não é o coração. Procuro sempre resistí-la, mas tem vezes que meu corpo não aguenta a sua força e ela explode pra fora de mim assim como um vulcão expulsa a sua lava.

Por fora pareço tão bem, tão alegre, tão confiante e maduro, mas por dentro me sinto tão vazio. Fedendo como um sepulcro caiado. Onde está o meu amor que anteriormente brilhava em meus olhos? Onde está a minha alegria de antes? Onde estão as lágrimas do meu sofrimento? Parece que tudo em mim secou! Aliás, parece que nunca existiram.

Agora eu me vejo em um deserto onde nesse deserto estou vendo as coisas como elas devem ser vistas. Vai ser uma longa caminhada até chegar ao fim, mas creio eu que ao final dessa jornada saberei reconhecer minhas próprias falhas e minhas próprias limitações.

Do que aconteceu hoje só me faço uma pergunta: "Onde está Derikito, O Grande?"