quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Os prazeres não têm sentido

Eu disse a mim mesmo: Venha! Experimente a alegria. Descubra as coisas boas da vida! Mas isso também se revelou inútil. Concluí que rir é loucura, e a alegria de nada vale. Decidi que entregar-me ao vinho e à extravagância, mantendo, porém, a mente orientada pela sabedoria. Eu queria saber o que vale a pena, debaixo do céu, nos poucos dias da vida humana.
Lancei-me a grandes projetos: construí casas e plantei vinhas para mim. Fiz jardins e pomares e neles plantei todo tipo de árvore frutífera. Contruí também reservatórios para irrigar os meus bosques verdejantes. Comprei escravos e escravas e tive escravos que nasceram em minha casa. Além disso, tive também mais bois e ovelhas do que todos os que viveram antes de mim em Jerusalém. Ajuntei para mim prata e ouro, tesouros de reis e de províncias. Servi-me de cantores e cantoras, e também de um harém, as delícias dos homens. Tornei-me mais famoso e poderoso do que todos os que viveram em Jerusalém antes de mim, conservando comigo, a minha sabedoria.
Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração. Na verdade, eu me alegrei em todo o meu trabalho; essa foi a recompensa de todo o meu esforço. Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol.
Eclesiastes 2


Hoje em dia para muitos o que vale é o prazer sem medo e sem amor como diz a canção de um grupo conhecido. Mas será que realmente vale a pena fazermos tudo o que nos dá prazer apenas para nos dar prazer? Será que sentir prazer nas coisas vãs é uma escolha sábia? Temos o livre-arbítrio dado por Deus, mas, creio eu que Ele nos deu inteligência e discernimento para fazermos boas escolhas. Deixar-se levar pelos prazeres da vida é escolha de tolo. Desfrutar de coisas que satisfaçam os desejos da nossa carne no presente de nada será proveitoso no futuro onde todos terão o mesmo fim: a morte!