Quando paramos e refletimos em como o brasileiro vive, nem sempre sabemos responder ao certo. De acordo com uma pesquisa feita em 2004 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), somos mais de 180 milhões de habitantes entre as mais de 50 milhões de famílias. Mas o que são esses 180 milhões de pessoas em um território com 8,5 milhões quadrados que ocupa 47% da América do Sul? Para mim existe apenas uma palavra: nação! Todos nós fazemos parte de uma família com mais de 180 milhões de membros, e a cada ano que passa essa família tende a crescer. Mas, se somos uma família onde está a nossa união? Onde está o nosso a
mor para com os outros? Onde está a sabedoria para lidarmos com os problemas; a alegria para compartilhar; os conselhos a dar? Parece que a cada ano que se passa essa família diminui, e a cada perda de membro uma dor diferente. Uns a deixam por acharem que não nasceram para fazer parte dessa família. Outros a deixam indo embora com as suas próprias vidas. É duro acordar de manhã cedo e ter que conviver com tantas coisas ruins que assombram esse país. Parece que não tem mais jeito; parece que a esperança acabou; parece que morreu. E nós olhamos para frente e dizemos: ”Que país é este?”. Muitas das vezes tentamos fazer algo para melhorar a situação, mas não adianta. Parece que os esforços são em vão. Todos nós desejamos ver um país onde a sua justiça brilhe entre as demais nações do mundo, desejamos ter orgulho de sua política e economia. Todos nós queremos uma mudança em nosso país. Mas quando olhamos ao nosso redor, vemos tantas injustiças, corrupção e violência que acabamos ficando desamparados sendo levados a um estado de desconsolo. É nessa parte triste que acabamos cometendo erros contra essa grande família chamada Brasil. Palavras árduas, rígidas, duras são ditas de uma forma indignada e triste fazendo com que adoeça o nosso coração. A fé que antes tínhamos para ver um país transformado e restaurado é perdida, o que nos leva a engrandecer as outras nações enquanto a nossa fica esquecida junto com a esperança, a fé e o amor a essa grande família. É tão fácil dizer que as nações do primeiro mundo têm uma qualidade de vida melhor, pagam bem e tem uma política e economia invejável e por isso são as melhores. Mas é tão difícil crer que a sua nação pode estar entre elas com uma justiça limpa e um brilho deslumbrante pelo fato de ter uma cultura rica e um povo sábio para fazer o que é certo. Olhando tudo isso eu me pergunto: “Onde está o nosso erro?”. As opiniões entre os membros dessa grande família são diversificadas, cada um pensa de um modo. Uns pensam que não tem jeito; outros têm esperança de um futuro melhor; já outros preferem esquecer que faz parte dela e só pensam em ir embora. Há também aqueles que amam esta grande família, acredita no futuro bom que ainda vai chegar, nas promessas de justiça, paz, honestidade. Que todos os dias demonstram o compromisso que tem com essa família em suas atitudes e pensamentos. Essas pessoas são os patriotas. Mas o que leva uma pessoa ser patriota?
No meu ponto de vista, ser patriota não é cantar o hino nacional junto aos jogadores da seleção, nem tão pouco pendurar a bandeira em lugares visíveis e gritar GOL quando a seleção entra em campo! Ser patriota não é cantar em dia de copa a famosa frase: “Sabe, sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!” e tempos depois abrir a boca contra a nação. Ser patriota não é engrandecer as nações, demonstrando a grandeza delas mediante ao seu país. Ser patriota é demonstrar a essas nações que o seu suor, a sua justiça própria, a sua luta diária pela igualdade, liberdade e honestidade farão de seu país tão grande quanto elas. Não basta se unir e gritar GOL. Não basta pendurar bandeirinhas na janela de casa em dias de copa. Não basta pintar as ruas e enfeitá-las com as cores de nossa bandeira. Já chega de falso patriotismo!
Continua...