terça-feira, 2 de setembro de 2008

Terça-feira, 2 de setembro de 2008

Depois de uma noite de sono, acordo ao som da televisão ligada. Deitado no sofá se cobrindo com o cobertor, vejo as notícias do dia em um programa de televisão.
Penso naquilo que me veio à mente no dia anterior: "Quero ficar o restante da semana em cima da cama quieto". Lembro que pensei nisso mas logo em seguida deixei de pensar. Não seria possível tal coisa acontecer. Tenho um dia pela frente para fazer aquilo que tinha começado no início da semana: ler um livro.
Tomando forças para se levantar, tiro a coberta de cima de mim e vou escovar a boca. Uma pequena dor em um dos dentes traseiros no canto direito da boca me incomoda e me faz lembrar do sonho que tive há alguns dias atrás. O sonho era assim:

Sonhei que estava andando por uma cidade já conhecida por minha mente porém, desconhecida pelos meus olhos, e eu me perdia. Não é a primeira vez que esse sonho vem parar em meus sonhos, só que dessa vez ele veio com mais forças e mais detalhes. Voltando o caminho que eu tinha percorrido, busco informações com os moradores dali, mas, a cada informação eu me perdia mais. Até que então, encontrava a casa de um parente, que para a minha surpresa nem o caminho de volta para a minha casa sabia me ensinar. Eu sai de sua casa e fui procurar o caminho sozinho. A cada rua que me indicavam, eu conhecia um lugar novo daquela cidade. Ruas sem asfalto e cheias de buraco. Ruas em ladeiras sem limitações de onde era rua e onde era a calçada das casas. Era um cenário novo, nunca mostrado no sonho como das outras vezes que eu o sonhei. Então eu me perdi novamente em um lugar dentro do lugar onde estava perdido.
Andando por uma das ruas, avisto uma ladeira. Haviam árvores naquela ladeira e no meio da rua onde essas árvores faziam uma enorme sombra sobre uma casa de altos e baixos onda havia mulheres sentadas conversando. Parei e pedi informação sobre como chegar a um lugar que nem eu sabia onde é.

- Boa tarde! Como faço para ir para a minha casa? Perguntei.
- Eu te ajudo. Disse uma das mulheres sentadas. Eu te levo até o lugar que você quer ir, é só me seguir.

Logo após, meus dentes amoleceram e uma dor parecida com a dor de quem tinha acabado de arrancar um dente veio. A minha boca começou a ensangüentar e encostei em uma parede. Comecei a cuspir sangue de minha boca e sentia cada vez mais o meu dente mole. O mais estranho de tudo, é que o dente não caiu como parecia. Ele ficou ali, intacto. Mas a sensação foi horrível.
Caminhando junto à moça que oferecera ajuda, encontro o centro da cidade que anteriormente teria me perdido. Avisto as ruas por onde passei, o comércio e os pontos de referência. Então, num simples piscar de olhos, a moça desaparece. Assustado, pego um ônibus qualquer e volto para a minha casa.


Após relembrar o sonho, relembro também que durante o banho, uma voz interior falou ao meu coração o seu significado: o caminho que estou seguindo ou estou querendo seguir, me fará ficar perdido mundo afora sem saber para onde ir e como ir. As ajudas dadas neste sonho, não passam de pessoas de má índole que com uma educação e generosidade disfarçada, fingirão me ajudar mas no fundo, me farão ficar ainda mais perdido. A moça que me ajudou a achar o caminho do centro da cidade me ajudou até uma parte, porém, a relação que tive com o dente dolorido e o sangue que eu cuspia, assimilei à morte. Será a minha vida que está em jogo ou de alguém próximo a mim?

continua...